Lost-in-space


26/09/2011


It gets better... I hope

Aconteceu de novo.

 

Mais um jovem adolescente americano tirou sua própria vida, por não aguentar o bullying, as agressões e provocações de que era vítima, pelo simples fato de questionar sua sexualidade.

 

 

James Rodemeyer, 14 anos, era um garoto sensível que adorava Lady Gaga e se declarava bissexual. Sua mãe diz nessa entrevista que havia anos que o garoto reclamava de bullying e já revelava tendências suicidas.

 

Por causa de casos como o dele, que vêm se multiplicando assustadoramente nos últimos anos, o escritor americano Dan Savage e seu marido Terry Miller lançaram o projeto It gets better, o qual reúne depoimentos de pessoas que já foram vítimas de bullying relatando suas histórias a fim de inspirar esperança aos jovens e assegurar-lhes que o difícil período da adolescência e da vida escolar vai passar e eles vão conseguir viver sua vida do jeito que escolherem, e serem aceitos pelo que são. Entre as diversas celebridades que já gravaram depoimentos para o projeto está o próprio presidente Barack Obama.

 

O mais irônico na história do garoto James é que ele próprio havia gravado um depoimento para esse projeto alguns meses antes de cometer suicídio. Veja trechos desse depoimento nessa reportagem de Anderson Cooper para a CNN (em inglês):

 

 

Em seu depoimento, o garoto cita a música Born this way, de sua cantora preferida, a excêntrica e divertida Lady Gaga, a qual vem realizando um belo trabalho contra a homofobia juntamente com outras cantoras famosas como a pioneira Cyndi Lauper. Fui atrás desse vídeo, que ainda não tinha visto inteiro (admiro Lady Gaga por suas ousadias artísticas mas não sou grande fã de sua música) e me deparei com a figura bizarra do modelo Rick Genest, o qual tem o rosto e toda a parte superior do corpo tatuada para parecer um corpo em decomposição. Pesquisando sobre o rapaz, acabei descobrindo uma entrevista linda com a mãe dele, dizendo que ela e o restante da família, que ela descreve como bastante conservadora, aceitaram o moço como ele é, mesmo porque é uma pessoa carinhosa e responsável.

 

 

Essa história me fez lembrar uma senhora inglesa que me hospedou quando estudei em Londres, chamada Jean, uma típica dona de casa conservadora que tinha um filho punk que usava cabelo moicano, piercings e tatuagens e morava com ela e o pai na época. Lembro de ouvir Jean dizer que aceitava o filho sem problemas, porque o conhecia, sabia o ser humano que ele era, sabia que sua aparência não influenciava sua maneira de ser, e por causa dele aprendeu a também não julgar os outros pela aparência.

 

E é exatamente por isso que pessoas que pertencem a alguma minoria que sofra algum tipo de discriminação, sejam elas (nós) gays, negros, punks, tatuados, góticos, ateus, qualquer coisa, enfim, precisamos mostrar nossa cara, mostrar quem somos, mostrar que somos gente como todo mundo, justamente para que a sociedade aprenda a nos respeitar e a nos aceitar como somos. E para que jovens como James nunca mais precisem abrir mão da própria vida antes mesmo de saber o que é viver.

 

 

Parabéns Papai Gay e Filhão por mostrarem a cara e gritarem contra o preconceito!

 

 Veja aqui algumas canções feitas por artistas americanos contra o bullying e a favor da auto-estima e do direito à diferença.

 

Escrito por will robinson às 05h54
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